Rincão Barriga Verde abre suas portas para turma de Hélio Valentini

A Rota 232 acompanhou a confraternização e o reencontro da turma de direito de 1976 que teve como patrono o Reitor Paulo Frederico do Rego Maciel.

O evento aconteceu no Rincão Barriga Verde um lugar único na cidade de Gravatá, agradável e bonito, que trouxe para o agreste toda riqueza da cultura gaúcha e que pertence ao Hélio Valenttine que também é um dos formandos.

Flashes do evento

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Coluna semanal do Mercado Imobiliário: Por Tomaz de Aquino (20/12)

Leia a coluna semanal deste sábado (20/12), Mercado Imobiliário, escrita pelo jornalita Tomaz de Aquino para o Jornal Vanguarda.

coluna 20.12vanguarda

A Gravatá que queremos

moinho restaurante

O Moiinho Restaurante e Churrascaria que inaugura daqui apouco, essa é a Gravatá do futuro, a Gravatá do turismo.

E Gravatá entre as 10 piores ( essa observação é minha)

Para mim é uma honra muito grande ver a cidade onde nasci, a terra dos meus ancestrais ser classificada como uma das 100 melhores do Brasil para se morar. Esse é um título que não podemos esquecer jamais.

Gostaria muito que Gravatá essa cidade fantástica que escolhi para morar tivesse prefeitos que gostassem dela, que trabalhassem de fato por ela e não para si mesmo, que gastassem os recursos públicos em ações que visassem a melhoria da coletividade.

Gostaria que os gestores lutassem por projetos estruturadores e definitivos que não ficassem mudando a cada gestão e que continuassem o que foi de outra gestão e que deu certo.

Gostaria por fim que os gestores priorizassem o turismo. Esta é a única solução para que Gravatá continue crescendo, aparecendo e se destacando no cenário nacional. Qualquer outra ideia que não seja ligada ao turismo tende ao fracasso, esse negócio de distrito industrial, polo comercial, fábricas isso é pura idiotice nem temos vocação e nem infra estrutura. Nossa cidade é turística, essa é a sua identidade. A identidade de Gravatá não é o cruzeiro como empurraram goela baixo. A identidade de Gravatá é a recepção que o povo tem com os que chegam de fora, Não existe uma cidade mais acolhedora, mais quente e mais amiga do que essa para receber quem nos visita. Essa é a nossa cara e a nossa missão receber bem.

Dói você ver uma cidade com o nosso potencial turístico morrendo aos poucos por conta de inanição política, desnutrida de moral, carente de honestidade, fraca de ética e desprovida de gestores competentes e comprometidos com a sua recuperação.

É como você querer que seu filho vá lutar UFC quando ele quer Ballet, vai dançar ele e você, mas numa chapa quente.

Quem quer uma Gravatá efervescente, rica, cheia de turistas, com a construção civil a todo vapor e a economia crescendo aposta no turismo que foi o turismo quem trouxe a população flutuante que sustenta a economia desse município. Essa é a nossa única saída, não existe outra.

Como jornalista, com especialização em turismo e meio ambiente vou ajudar na elaboração de um projeto turístico para Gravatá que contemple as belezas naturais que essa cidade tem e que são relegadas a segundo plano pela atual gestão, além de promover a cidade como destino turístico ecológico, porque uma cidade que tem três reservas ecológicas: Serra do Contente, Jussará (jussaral) e Karawatá, não precisa de mais nada para criar um Rota Turística Ecológica de sucesso que vai do Agreste ao Brejo de Altitude.

Vamos caminhar para entrar na lista das 100 melhores cidades do Brasil para se morara partir de 2015. Não vamos desanimar, vamos nos unir em torno de um projeto de turismo  para Gravatá independentemente da prefeitura.

Neste momento está criado o Fórum Turístico de Gravatá e todos àqueles que querem ver Gravatá voltar a ser uma cidade com destaque no estado e no Brasil podem participar. Não importa cor, credo, religião, partido político, o que importa é Gravatá, é a nossa sobrevivência.

Se quiser participar para discutir o futuro turístico de Gravatá passe um email para jornalrota232@gmail.com ou ligue 9989.2523, em janeiro vamos marcar nossa primeira reunião com todos os interessados e espero que sejam muitos empresários, estudantes, comerciantes, comunicadores, enfim toda sociedade ou nos unimos ou vamos ver a nossa cidade definhar a cada dia.

Esperar que Bruno seja cassado é um sonho. Não dá para viver de ilusão.

Boca fechada e dispensa de falsos elogios

O que anda tagarelando revela o segredo; não te intrometas com o que lisonjeia com os seus lábios.Provérbios 20:19

Bom dia amigos,

Ao acordar pegue a Bíblia, abra no livro de Provérbios e leia o capítulo referente ao dia. Depois escolha um versículo sobre o qual você queira meditar e passe o dia refletindo sobre aquele ensinamento e mais importante praticando o que ele ensina.

Faço isso há muitos anos em minha vida e esse aprendizado tem sido muito gratificante para o meu dia a dia. Primeiro acordamos com Deus que deve ser a prioridade na nossa vida, depois ouvimos as palavras sábias de homens que aprenderam com as dificuldades e por fim podemos ser instrumentos de transformação na vida de outras pessoas.

Portanto, leia a Bíblia comece pelo Livro de Provérbios, todo dia um capítulo (do dia) e um versículo para servir de guia.

Hoje é 20 de dezembro, e no livro de Provérbios, capítulo 20, versículo 19 fala a respeito dos tagarelas que revelam segredos e manda nos afastarmos dos que vivem nos lisonjeando, porque seus lábios podem ser falsos.

Sendo assim devemos não tagarelar, não revelar segredos que nos foram pedidos para que ocultássemos e não devemos acreditar em todos os elogios que recebemos, porque muitos na verdade preferem a nossa queda e a nossa destruição.

Devemos isso sim, caminharmos no caminho de Deus que afirma que os humildes serão exaltados, deixando claro que humilde não significa humilhado.

Portanto, controle a sua língua e dê os devidos descontos aos elogios que recebe.

Barack Obama presidente dos EUA disse: “Afaste de seu lado os bajuladores e traga para perto os que te criticam e te mostram o errado, esses sim vão te ajudar a vencer”.

 

Cuidar das pessoas: do discurso à prática

No livro Tornar-se pessoa, escrito por Carl Rogers e publicado pela primeira vez em 1961, há uma “confissão” do autor que, a meu ver, pode em muito ajudar os líderes e gestores na sua desafiadora missão de ampliar as relações interpessoais. Rogers escreveu: “O que estou dizendo, em outras palavras, é que nunca achei que fosse útil ou eficaz nas minhas relações com as outras pessoas tentar manter uma atitude de fachada, agindo de uma certa maneira na superfície quando estou passando pela experiência de algo completamente diferente”.

O que pode ajudar é na ampliação da qualidade da arte de cuidar das pessoas, dos profissionais. Líderes que apenas falam em cuidar dos profissionais, incentivar seu crescimento integral mas não partem para as ações efetivas, geram, silenciosamente, um passivo muito perigoso em suas relações com os liderados. Os que assim se comportam, criam uma imagem incongruente junto aos membros da equipe, da empresa. É preciso sair do discurso e ir para a prática.

O quanto vale para um profissional chegar em casa após as rotinas de trabalho e levar consigo mais humanidade no trato com sua família?

O que representa para um profissional que voltou a estudar porque seu líder o incentivou?

Qual é o valor de uma reunião construtiva, de reconhecimento genuíno dos esforços das pessoas de uma equipe?

Qual será o grau de respeito conquistado pelo líder que deseja e age para cuidar melhor das pessoas que são, em última análise, a alma da empresa?

As respostas que forem dadas a essas perguntas poderão ser os termômetros para se medir a motivação do líder para cuidar de verdade das pessoas.

Mas, afinal, o que é cuidar das pessoas, na empresa?

É, sem dúvida, acreditar no potencial delas e permitir, abrir espaços para suas ideias, sugestões e novas práticas, é valorizar o esforço, a proatividade em um mundo que, pelo seu excessivo conforto tecnológico, pouco incentiva a ação, o suor, a criatividade…

Sair do discurso e, verdadeiramente, se esforçar para cuidar das pessoas que trabalham na empresa é um claro sinal de maturidade do líder e de profundo respeito à inteligência dos liderados, cada vez mais atentos à coerência entre o que é prometido e o que é feito.

Quando o líder vai para a prática do cuidado descobre, ao mesmo tempo, algo profundamente tocante: os liderados retribuem cuidando melhor da empresa, dos processos, dos negócios e das relações no interior da equipe.

Este poderoso movimento de cuidar, de respeitar, de conferir dignidade às pessoas, tem ramificações que alcançam “regiões” que vão além dos muros da organização: estendem-se generosamente para as relações entre os familiares dos profissionais, com os clientes e fornecedores, num crescente infinito…

Portanto, amigo leitor, sair do discurso e ir para a prática de cuidar das pessoas e da qualidade das relações, estimulando o crescimento integral dos membros da equipe é um movimento que  tem força para melhorar a autoestima dos profissionais e fortalecer a motivação para que mais gente se coloque voluntariamente nesse ciclo virtuoso de progresso integral. Ganham os profissionais. Ganham suas famílias. Ganham as empresas. Ganham todos que estabelecerem relações direta ou indiretamente com os que recebem os cuidados sinceros dos seus líderes!

 

aluisio alvesPor Aluísio Alves: Treinador de Líderes e Equipes. Palestrante. Educador, Psicanalista e Escritor. Doutor em Educação. MBA em Gestão Empresarial e Administração Hospitalar. Gerente e Diretor do HC Uberlândia (2001-2010).aluisioalves17@gmail.com (34) 8419 0227 (Triângulo Mineiro) e (35) 9148 1762 (Sul de Minas) www.yashimek.com.br -*Associado à Yashimek – Coaching, Palestras & Cursos – Atendimentos em todo o Brasil.

Rota 232 entra de recesso dia 23.12

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Caros leitores,

Chegamos a mais um final de ano (2014) com o sentimento do dever cumprido. Somos hoje a maior empresa de comunicação imobiliária de Pernambuco com o único jornal do estado destinado ao segmanto da cadeia produtiva da construção civil, com um dos sites (www.rota232.com.br) mais acessados, segundo a ALEXA.COM que faz a contagem de acessos mundiais para Amazon.com e para a Google, fechamos excelentes parcerias e colocamos na nossa banca de clientes nomes de peso do mercado como a Moura Dubeux, Eduardo Feitosa, Max Plural, além de conseguir manter centenas de outros clientes que vão de A a Z, dos quais muitos estão conosco desde 2003 quando iniciamos as nossas atividades.

Para 2015 a Rota 232 traz como novidade a implantação de cursos on line, a publicação de e-books e a realização de eventos para o mercado imobiliário, como o II Seminário Imobiliário dos Corretores do Agreste que já está sendo montado em parceria com a ABM, além da cobertura de eventos em todo Brasil.

Abriremos também a primeira imobiliária conceito com loja de artesanato, show room de imóveis e espaço para palestra

A nível de Nordeste participamos e cobrimos eventos em Alagoas, Natal e Fortaleza.

Em 2015 estaremos em São Paulo no Conecta Imobi lançando o nosso primeiro livro para o mercado imobiliário e continuaremos a nossa relação com o mercado internacional conhecendo os produtos, as novidades e trazendo tudo para os corretores do Brasil.

Fechamos o ano com uma palestra no dia 18 para as empresas imobiliárias de Caruaru e no dia 24 publicaremos o primeiro E-BOOK da Rota 232 para os corretores como presente de final e que contou com o apoio do Creci e do Sindimóveis.

Dessa forma agradecemos a todos que contribuíram com a nossa equipe para subirmos no pódio e estarmos no primeiro lugar em Comunicação Imobiliária em Pernmabuco.

Potanto, toda honra e toda glória para o nosso Deus e um Feliz 2015 para todos.

Max Plural nova parceira da Rota232

max plural

Junior (Max Plural) Doglas, Ana Carolina e Soares (Douglas Imóveis) e Tomaz de Aquino da Rota no estande do Alto Indianópolis.

A Rota 232 fecha o ano de 2014 firmando uma nova parceria com a Max Plural que está lançando em Caruaru um dos maiores empreendimentos imobiliários da região.

A Max Plural é uma empresa já consolidada no mercado de Pernambuco e que vem apresentando deferenciais nos seus produtos como neste novo condomínio que implanta numa das melhores áreas de Caruaru e que vai ajudar no desenvolvimento da cidade.

O Conjunto residencial Alto Indianópolis conta com apartamentos jardins e com piscinas exclusivas garantindo aos moradores a segurança de um condomínio fechado, o lazer de um clube e a comodidade de morar próximo ao centro de Caruaru.

Em visita ao estande do empreendimento que fica na frente da UPA e do Hospital da Mulher pude conhecer a beleza da arquitetura, o urbanismo consciente do projeto e a preocupação com o lazer e o bem estar dos moradores, como nos Lofts que contam com áreas exclusivas para receber os amigos.

A Douglas Imóveis inicia uma ação inovadora a partir de janeiro e com certeza as vendas serão um sucesso.

Como as unidades são limitadas faça logo a sua reserva.

Alto Indianópolis masi um empreendimento imobiliário em Pernambuco construído dentro do conceito criado pela Rota 232 – Tudo a Pé.

A Rota 232 em receber em sua carteira de clientes uma empresa do porte da Max Plural.

Tendências do Mercado Imobiliário para 2015. O que vai acontecer?

PALESTRAAmigos corretores não percam logo mais às 18 horas na confraternização dos corretores imobiliários do Agreste, estarei proferindo a última palestra de 2014 e na ocasião vou dar 10 dicas que vai fazer você vender muito mais em 2015.

Espero você lá!

RECURSO REPETITIVO REsp 1124552

16/12/2014 – 08:00

Não cabe ao STJ afirmar legalidade, mesmo em abstrato, da utilização da Tabela Price
A análise sobre a legalidade da utilização da Tabela Price é uma questão de fato e não de direito, passando, necessariamente, pela constatação da eventual capitalização de juros. O entendimento foi firmado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em recurso relatado pelo ministro Luis Felipe Salomão, em julgamento submetido ao rito dos recursos repetitivos.

Segundo o relator, a importância da controvérsia é constatada na multiplicidade de recursos envolvendo a forma pela qual deve o julgador aferir se há capitalização de juros com a utilização da Tabela Price em contratos de financiamento.

No caso julgado, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na condição de amicus curiae, sustentou que sua mera utilização não implica a incidência de juros sobre juros (capitalizados), razão pela qual a possibilidade da sua contratação é matéria que dispensa a produção de quaisquer provas.

Também como amicus curiae, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defendeu que a existência ou inexistência de juros capitalizados na Tabela Price independe de apreciação de fatos, devendo ser considerada ilegal e afastada da previsão contratual.

Contradições

Em seu voto, o ministro ressaltou que há tempos o Poder Judiciário vem analisando demandas ajuizadas por mutuários do Sistema Financeiro da Habitação cujas teses, direta ou indiretamente, giram em torno da cobrança abusiva de juros sobre juros. E no afã de demonstrar eventual cobrança ilegal, os litigantes entregam ao Judiciário vários conceitos oriundos da matemática financeira, como taxa nominal, taxa efetiva, amortização constante, amortização crescente, amortização negativa, entre outros.

“As contradições, os estudos técnicos dissonantes e as diversas teorizações só demonstram que, em matéria de Tabela Price, nem sequer os matemáticos chegam a um consenso”, constatou.

Para Luis Felipe Salomão, justamente por se tratar de uma questão de fato, não cabe ao STJ afirmar a legalidade, nem mesmo em abstrato, da utilização da Tabela Price.

“É exatamente por isso que, em contratos cuja capitalização de juros seja vedada, é necessária a interpretação de cláusulas contratuais e a produção de prova técnica para aferir a existência da cobrança de juros não lineares, incompatíveis, portanto, com financiamentos celebrados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação antes da vigência da Lei n. 11.977/2009, que acrescentou o artigo 15-A à Lei 4.380/1964”, consignou o relator em seu voto.

Divergências

Ao expor seu entendimento, o relator enfatizou que a existência de juros capitalizados na Tabela Price tem gerado divergências em todas as instâncias judiciais e que não é aceitável que os diversos tribunais de justiça estaduais e os regionais federais manifestem entendimentos diversos sobre a utilização do Sistema Price de amortização de financiamentos.

“Não parece possível que uma mesma tese jurídica possa receber tratamento absolutamente distinto, a depender da unidade da federação e se a jurisdição é federal ou estadual”, afirmou. Por isso, acrescentou o relator, a necessidade do exame pericial, cabível sempre que a prova do fato “depender do conhecimento especial de técnico”, conforme dispõe o artigo 420, I, do CPC.

Segundo Luis Felipe Salomão, os juízes não têm conhecimentos técnicos para escolher entre uma teoria matemática e outra, uma vez que não há perfeito consenso neste campo. “Porém, penso que não pode o STJ – sobretudo, e com maior razão, porque não tem contato com as provas dos autos –, cometer o mesmo equívoco por vezes observado, permitindo ou vedando, em abstrato, o uso da Tabela Price”.

Jurisprudência

Citando vários precedentes de Turmas e Seções de Direito Público e Privado, Luis Felipe Salomão ressaltou que a jurisprudência do STJ deve manter-se coerente com suas bases jurídicas.

Ele lembrou que em 2009, também em recurso repetitivo, o STJ já havia firmado o entendimento de que “Nos contratos celebrados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, é vedada a capitalização de juros em qualquer periodicidade. Não cabe ao STJ, todavia, aferir se há capitalização de juros com a utilização da Tabela Price, por força das Súmulas 5 e 7″.

“Na medida em que se reconhece, por inúmeros precedentes já consolidados, que eventual capitalização de juros na Tabela Price é questão de fato, há de se franquear às partes a produção da prova necessária à demonstração dos fatos constitutivos do direito alegado, sob pena de cerceamento de defesa e invasão do magistrado em seara técnica com a qual não é afeita”, afirmou em seu voto.

Para o relator, reservar à prova pericial tal análise, de acordo com as particularidades do caso concreto, é uma solução que beneficia tanto os mutuários como as instituições financeiras, pois nenhuma das partes ficará ao alvedrio de valorações superficiais do julgador acerca de questão técnica.

No entendimento do relator, caso seja verificado que matéria de fato ou eminentemente técnica fora tratada como exclusivamente de direito, reconhece-se o cerceamento, para que seja realizada a prova pericial.

Caso concreto

No caso julgado, uma mutuária ajuizou ação revisional de cláusulas contratuais cumulada com repetição de indébito contra contrato de mútuo para aquisição de imóvel firmado em março de 1994 com a Habitasul Crédito Imobiliário S/A, no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

Tanto o juízo de primeiro grau quanto o Tribunal de Justiça não permitiram a produção da prova técnica pleiteada pelas partes, tendo cada qual chegado a conclusões díspares sobre o tema, mesmo analisando a questão de forma apenas abstrata.

A mutuária recorreu ao STJ e a matéria foi afetada à Corte Especial em recursos repetitivo. Por unanimidade, a Corte Especial conheceu parcialmente do recurso e anulou a sentença e o acórdão, para determinar a realização de prova técnica para aferir se, concretamente, há ou não capitalização de juros (anatocismo; juros compostos; juros sobre juros; ou juros exponenciais ou não lineares) ou amortização negativa. Os demais pontos trazidos no recurso foram considerados prejudicados.

http://www.stj.jus.br/…/N%C3%A3o-cabe-ao-STJ-afirmar-legali…

Paulo Roberto Xavier

Imobiliária restituirá compradores por entregar imóvel com metragem menor do que a prometida

16/12/2014 – 10:00
DECISÃO REsp 1139285
Uma imobiliária de Brasília terá que restituir compradores que receberam um imóvel com a metragem menor do que a prometida. A decisão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou recurso da imobiliária por entender que a vaga de garagem não entra na soma da área privativa do imóvel vendido.

Para a Turma, a questão levantada pela imobiliária não faz sentido, já que, no contrato firmado entre as partes, a vaga tem numeração própria e delimitação específica no terreno.

Além disso, a vaga de garagem só deve ser considerada área comum de condomínio quando não se vincular a uma unidade residencial específica e, consequentemente, não se destinar ao uso exclusivo do proprietário dessa unidade, podendo ser usada, assim, por todos os condôminos.

Ação

Inicialmente, os proprietários ajuizaram ação pedindo a restituição da quantia paga pela compra do imóvel, já que a área privativa do apartamento era menor do que a prometida.

A imobiliária contestou o pedido alegando que a área total prometida no contrato se refere à soma das áreas da unidade habitacional e da vaga de garagem.

Em primeira instância, a imobiliária foi condenada a pagar o valor equivalente à área não entregue, convertido ao padrão monetário atual e corrigido monetariamente pelos índices do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) e pela Taxa Referencial (TR).

O juízo de primeiro grau entendeu que a vaga de garagem não deve ser considerada na soma da área privativa do imóvel vendido, pois compreende “área real de uso comum”.

Mudança de índice

Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) proveu parcialmente o recurso da imobiliária para determinar que a correção monetária seja feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para o TJDFT, apurado diferença a menor, é válido o pedido de abatimento no preço do bem, na forma do artigo 1.136 do Código Civil de 1916.

Inconformada, a imobiliária recorreu ao STJ, insistindo na tese. Sustentou que a área da vaga de garagem contratualmente prometida e entregue ao comprador é área privativa de sua propriedade e de uso exclusivo, devendo, portanto, ser inclusa na soma da área total do imóvel vendido.

Unidades autônomas

Em seu voto, o relator, ministro Marco Buzzi, destacou que as instâncias ordinárias se equivocaram ao afirmar que a vaga de garagem deve ser considerada como área de uso comum.

De acordo com Buzzi, a vaga de garagem pode ser de uso comum ou de uso particular. E, quando for de uso particular, a vaga pode constituir apenas um direito acessório ou configurar-se como unidade autônoma, caso em que terá registro próprio em cartório.

O relator ressaltou também que a tendência atual é de que as vagas de garagem não sejam mais caracterizadas como área de uso comum, mas sim como unidades autônomas. Este entendimento tem sido seguido pelo STJ, que reconhece a possibilidade do seu registro autônomo em cartório e admite até mesmo sua penhora.

“Mesmo quando a vaga de garagem é apenas um direito acessório, porque não registrada em cartório como unidade autônoma, ela também será de uso privativo do seu proprietário se for individualizada, e nesse caso pode até ser objeto de cessão”, acrescentou Buzzi.

http://www.stj.jus.br/…/Imobili%C3%A1ria-restituir%C3%A1-co…

Por Paulo Roberto Xavier, advogado, palestrante e corretor