A
Questão Ambiental do Agreste – Parte II
Continuando
o nosso trabalho com relação à análise
da questão ambiental do agreste, informamos que será
necessária uma incursão também pelo
bioma de mata atlântica e, para isso, contaremos com
a colaboração do também ambientalista
Mário Alves que vem desenvolvendo um belíssimo
trabalho em defesa do que resta desse bioma e que também
tanto sofreu desde as primeiras incursões dos homens
brancos na região.
Sendo assim tratarei da parte de caatinga e o Mário
da parte de mata atlântica, isso não significa
que serão ações isoladas, pelo contrário
será um trabalho a quatro mãos e redundará
em farto material de pesquisa e estudo que será disponibilizado
em breve para todos os interessados, sejam estudantes, profissionais
liberais, ambientalistas e até proprietários
de terras na região agrestina.
A cada semana traremos matérias relacionadas à
questão ambiental do agreste e da mata e estaremos
colocando na mesa de debates uma série de problemas
causados pela ação destruidora do homem, ao
longo do tempo, num processo que se tornou quase irreversível
e que vai exigir de todos um empenho fora do comum para
garantirmos a continuidade destes biomas para a geração
futura.
Depois do período de reflexão a que me referi
no primeiro artigo, cheguei à conclusão de
que é uma loucura achar que de repente vai parar
o desmatamento, as pessoas não vão jogar lixo
na rua, não vão invadir áreas ribeirinhas,
os privês deixarão de ser construídos,
enfim voltaremos ao Eden. É necessário compreender
que devemos ter uma outra visão com relação
à questão ambiental, tentando encontrar soluções
práticas e eficazes que diminuam os impactos ambientais
causados pelos projetos implantados e a serem implantados
que provocam desmatamento, aquecimento, perca de fauna e
flora nativas e muito mais.
Portanto, no próximo artigo estaremos apresentando
um grande projeto de recuperação do agreste
e da mata atlântica, que esperamos seja apoiado por
todos aqueles que de uma forma ou de outra contribuíram
para chegarmos ao estágio em que nos encontramos
hoje e que não dá mais para ficarmos apenas
escrevendo sobre o problema e mostrando números cada
vez mais alarmantes. É hora da ação
e ela já se faz tarde. Então vamos arregaçar
as mangas e partir para o trabalho de encontrar soluções
para a questão ambiental do agreste e da mata, até
a próxima semana.
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A Questão Ambiental
do Agreste
Depois
que deixei a presidência do Comitê da Bacia
Hidrográfica do Rio Ipojuca, em 2008, me dediquei
durante um bom tempo a pesquisar os principais problemas
ambientais da região do agreste que inclui os biomas
de caatinga e mata atlântica, sendo, portanto, um
ecossistema único no planeta.
O primeiro assunto em que me detive e do qual passo a falar
neste primeiro artigo, de uma série que tratarei
nas próximas matérias, diz respeito à
ocupação da zona agrestina pelos homens brancos,
colonizadores, que chegaram nas terras altas da chapada
da Borborema, expulsando os moradores nativos: os tapuias
da serra ou carapotós, que eram tribos indígenas,
nômades, que viviam da caça e da coleta de
frutos.
Esse processo de andar para um lugar e para o outro, numa
área que se estendia de Santo Antão da Mata,
hoje Vitória de Santo Antão, passando pelas
terras da Paraíba e terminando nas cercanias de Natal
no Rio Grande do Norte, devia-se principalmente aos períodos
de estiagem que naquela época já obrigava
os nativos a abandonarem as suas casas (ocas) e se deslocarem
pelas áreas secas em busca de lugares férteis
e com fartura de frutos e caça. Carapotós,
Carirís, Tapuias da Serra e outros nomes eram dados
a estes índios, habitantes iniciais da região
da Caatinga e que deixaram suas marcas no vale do Catimbau
em Buíque e em vários outros pontos dos estados
do Nordeste, inclusive de Gravatá, na localidade
da Pedra Vermelha, onde encontramos traços de desenhos
rupestres dos tapuias da Serra, tribo canibal que ocupou
a Serra das Ruças até ser dizimada pelo homem
branco.
Desde aquela época a seca já incomodava e
existem relatos de 1583, narrando um período de estiagem
tão prolongado que fez com que uma boa parte dos
índios descesse a serra comprida, hoje serra das
ruças e se entregasse aos donos das terras de Santo
Antão da Mata em troca de comida; e, outra parte
se embrenhasse pela caatinga indo habitar o vale do Caruara,
hoje Caruaru. Estas entradas na região do agreste
e do sertão pernambucanos e também de outros
estados foi desenhando o que hoje chamamos de Nordeste e
que fazia parte da Capitania Hereditária dada pelo
rei D. João VI, ao primeiro donatário de Pernambuco
chamado Duarte Coelho e cuja extensão ia da Bahia
até o Maranhão.
No século XVII com a luta entre portugueses e holandeses
que envolveu homens brancos, índios e escravos contra
os invasores e culminou com a expulsão destes do
território nacional, grandes áreas de terra
foram doadas pelo governador aos que participaram da guerra
e assim toda região do Agreste, foi sendo transformada
em áreas de engorda de gado e ponto de pouso para
as boiadas que seguiam para o sertão, que também
ia sendo ocupado pelos novos moradores.
Assim grandes fazendas iam se formando nas margens dos principais
rios do agreste como o Una, o Ipojuca e o Capibaribe. Logo
estes aglomerados, se transformavam em vilas e depois em
cidades, nascendo assim, Arcoverde, Caruaru e Gravatá,
além de Vitória de Santo Antão e muitas
outras.
Em função das intempéries da natureza
e da formação natural do bioma: uma parte
molhada chamada brejo de altitude e outra seca denominada
de caatinga, a região tornou-se propícia para
a criação de gado, dando–se início
a derrubada de mata nativa para o plantio de capim no seu
lugar e, assim, provocando uma séria mudança
na paisagem da região que já se ressentia
da falta de chuva pelo seu próprio aspecto de semi-árido.
Foi assim com as terras altas do planalto agrestino que
durante muito tempo serviu de local de descanso para os
vaqueiros que tocavam as boiadas para engorda adentrando
o agrestre e o sertão, fugindo do inverno do litoral
e da zona da mata. Um desses vaqueiros, Justino Carreiro
de Miranda, fundou em 1808 nas margens do Rio Ipojuca, uma
fazenda chamada Gravatá – planta que fura na
linguagem indígena - e que originou a nossa cidade
Gravatá.
As fazendas de gado na região seca e o desmatamento
exagerado na mata atlântica contribuiram para erradicar
quase que integralmente a mata atlântica e também
devastar a região seca – caatinga que hoje
se encontra em processo de desertificação,
que se acelera a cada ano e toma quase toda região
do agreste, como informou o JC de 15.08, mostrando que a
caatinga já perdeu a sua vegetação
em quase 50% de sua área total. São mais de
16.500 Km² destruídos, numa média de
2,7 mil Km²/por ano.
No nosso trabalho vamos nos concentrar apenas na região
da caatinga, área seca, chamada de mata branca em
função da floração de plantas
nativas como o sabiá, a jurema e outras que deixam
uma paisagem belíssima quando estão floradas
de forma exuberante com suas flores brancas que se espalham
em vastas áreas, que daqui pra frente passo a denominar
de “neve do agreste” e garantem a sobrevivência
de boa parte da fauna local.
No próximo artigo começaremos a conhecer a
riqueza dessa região que se não for imediatamente
protegida – hoje só 7% de sua área é
considerada zona de proteção - será
irremediavelmente transformada em deserto.
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Comissão
de Marketing e Divulgação escolhe coordenador
O jornalista Tomaz de Aquino, editor do Jornal Rota 232,
foi indicado para assumir a função de coordenador
da Comissão de Marketing e Divulgação
do Conselho Municipal de Turismo de Gravatá - Comtur.
Ao tomar posse nesta segunda-feira 08.08, na Casa dos Conselhos,
o jornalista Tomaz de Aquino, falou da disposição
de melhorar a relação entre a comissão
de Marketing e Divulgação do Comtur, com os
diversos órgãos da prefeitura, além
de promover um intercâmbio efetivo com as outras comissões
do conselho e com as entidades da sociedade civil de Gravatá,
ligadas ao trade turístico, além de manter
parcerias com os proprietários de equipamentos de
turismo para uma promoção eficaz do destino
Gravatá.
Para isso será encaminhado solicitações
à prefeitura visando adquirir informações
que possam embasar o planejamento das atividades da comissão
e assim referendar as atribuições do Comtur
no que diz respeito a assessorar, auxiliar e fiscalizar
as ações do turismo implementadas pela atual
gestão.
Uma das primeiras tarefas da comissão de Marketing
e Divulgação será a de apresentar uma
marca para o Comtur que será debatida e aprovada
pelos conselheiros na próxima reunião do colegiado.
Outra área que terá investimentos da comissão
de Marketing e Divulgação será a que
trata da promoção e venda do destino Gravatá,
através da participação em feiras,
eventos e congressos, bem como com a colocação
de estandes em shopping centeres do Brasil, cujo suporte
será utilizado pelos empresários do trade
turístico para divulgarem os seus empreendimentos
e os seus projetos.
Fechando essa primeira fase de trabalho da Comissão
de Marketing e Divulgação serão encaminhados
documentos à secretaria de Imprensa e a de Planejamento
objetivando uma atuação em conjunto para ações
voltadas para Famtour e Fampress.
O jornalista Tomaz de Aquino tem uma grande experiência
na área de turismo, onde já assumiu cargos
de secretário de Turismo de Chã Grande, diretor
administrativo financeiro da secretaria de turismo do Recife,
conselheiro da Associação dos Secretários
de Turismo de Pernambuco – Astur, assessor de turismo
da prefeitura de Gravatá em 1988, palestrante na
área de turismo sustentável, membro do Forum
de Regionalização do Turismo, antigo PNMT
e é també empresário do trade turístico
com loja de artesanato no pólo moveleiro e na presidência
do Centro de Ecologia e da Arte de Gravatá –
Ecoarte Gravatá.
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Um Novo Grupo Para Gravatá
Pedro
Martiniano, Agostinho, Darita, Lourenço Zarzar e
outros políticos gravataenses se uniram e montaram
um novo grupo político para a cidade. Este grupo
apoiará para deputado estadual o primo de Bruno e
Pedro Martiniano, João Fernando Coutinho do PSB.
Com esta decisão temos agora mais um nome para disputar
os votos dos gravataenses o que dificultará mais
ainda a eleição de um representante de Gravatá
para a Assembléia Legislativa, no que pese Gravatá
está colocada na 16ª posição do
ranking eleitoral de Pernambuco com 55.888 eleitores.
Dificulta porque já temos Joaquim Neto, Bruno Martiniano,
Danilo Melo e Júnior de Paulo como candidatos de
Gravatá e se os votos fossem divididos apenas pelos
quatro daria algo em torno de 15 mil votos para cada um,
resultado que não garantiria a eleição
de nenhum deles e seria preciso trabalhar em outras cidades
para adquirir o restante dos votos.
Além disso ainda temos outras lideranças de
Gravatá com outros candidatos que são: Doca
da Cavalhada com Waldemar Borges, Fernando Resende com Sebastião
Oliveira, Prequé com algum candidato, Régis
da Banca com André Campos, dividindo ainda mais os
votos dos gravataenses e tornando praticamente impossível
a eleição de um representante da nossa cidade.
Voltando ao novo grupo, lembramos do MUG – movimento
de união por Gravatá e tantos outros que foram
criados e extinguidos em tempo recorde. Este tempo recorde
é a eleição de prefeito. Cada um tem
os seus interesses e cada um segue o seu caminho deixando
o projeto “Nova Gravatá” para trás.
Com a criação deste novo grupo o maior prejuízo
será de Bruno Martiniano que terá que explicar
porque seu irmão não apóia ele e porque
a maioria dos outros líderes o abandonaram, deixando-o
praticamente sozinho na sua luta como candidato a deputado
estadual.
O Que Fará Ozano
Brito?
Ainda repercurte na cidade de Gravatá
a adesão do ex-prefeito Joaquim Neto ao governador
Eduardo Campos. Não podemos dizer que foi seu grupo
político, porque não sabemos a posição
oficial do prefeito Ozano Brito.
Pela minha experiência acho que Ozano Brito, continuará
com Jarbas Vasconcelos, não seguirá os passos
de seu líder, Joaquim Neto, até por conta
de Sérgio Guerra também continuar apoiando
a candidatura do senador Jarbas.
Isto não significa que Ozano Brito esteja rompido
com Joaquim Neto, de jeito nenhum, os dois continuarão
juntos até o final das eleições e aí
sim, poderemos ter mudanças no quadro eleitoral de
Gravatá, caso Ozano Brito vislumbre alguma chance
de disputar a reeleição de prefeito em 2012.
Esta chance é representada em primeiro lugar pela
derrota de Joaquim Neto para deputado estadual e mais a
derrota de Joaquim Neto para Bruno Martiniano no plano local,
ou seja, se Bruno tiver mais votos do que Joaquim Neto,
Ozano Brito pode pensar em vôo próprio.
Em segundo lugar a decisão de Ozano Brito depende
da vitória de Sérgio Guerra – líder
maior do PSDB - para deputado federal, porque política
é coisa pragmática importa quem tem a caneta
e esta caneta hoje está com Ozano Brito, sendo assim
Sérgio Guerra optará por quem está
no poder e não por quem perdeu, o que muda no caso
de Joaquim Neto ganhar para deputado estadual, porque então
resolve o problema de todo mundo: Ozano pode ir para a reeleição
e o grupo político fica unido, sem causar transtornos
para Sérgio Guerra.
Ozano Brito sabe que não pode pensar em reeleição
se não tiver o controle do PSDB e esse controle quem
dá é Sérgio Guerra e ponto final. Por
ora, ele coloca esse poder nas mãos de Joaquim Neto
que tem a maioria absoluta do diretório municipal
e é o diretório quem vai indicar o candidato
a prefeito nas próximas eleições.
Se romper agora Ozano Brito vai ter que sair do PSDB e isso
vai fazer com que haja uma ação judicial pela
perda de seu mandato e se ele não tiver o apoio de
Sérgio Guerra perderá o cargo de prefeito.
Uma coisa é Ozano Brito querer disputar a reeleição
como prefeito e outra muito diferente é entrar nessa
disputa longe do poder, sem a caneta na mão. É
isso o que acontecerá, caso ele perca o mandato por
infidelidade partidária se optar por renunciar ao
cargo de prefeito uma ano antes para poder trocar de partido
e assim disputar a reeleição.
Outro complicador é a sua saúde. Não
sabemos oficialmente o seu estado de saúde, qual
a gravidade de seu problema, quanto tempo será necessário
para a sua recuperação e como isso vai influir
no seu estado de espírito para os próximos
projetos.
Por fim precisamos entender que a candidatura de Danilo
Melo é muito mais uma necessidade de palanque para
Jarbas Vasconcelos em Gravatá do que para uma disputa
de fato por uma vaga na Assembléia Legislativa. Aliás
até agora eu não vi de nenhum dos candidatos
de Gravatá que disputam uma cadeira de deputado estadual
nenhuma ação que os mostrem de fato e de direito
como candidatos que estão correndo atrás de
uma vitória.
Todos os projetos giram em torno de questões locais:
todos querem se manter na mídia para garantir espaços
nas eleições de prefeito em 2012., o resto
é baboseira.
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Eu tive a oportunidade
de conhecer há uns tempos atrás um grande
líder! Ele era obediente a autoridade, não
desagradava ao seu chefe, tinha as suas opiniões
próprias e as suas vontades, mas não abria
mão de cumprir a determinação de seu
superior.
Ele era comprometido com o seu trabalho, com a sua tarefa,
estava disposto a dar a sua vida pela sua missão,
pois entendia que a vida só tinha sentido se fosse
para ser vivida com integridade, com honestidade, com transparência,
mas acima de tudo com muito amor.
Esse líder não humilhava os seus funcionários,
os seus auxiliares, compreendia as limitações
de cada um: sabia da ambição de seu tesoureiro;
da desconfiança de seu mensageiro, da insoburdinação
de seu enviado, da negação de seu palestrante
maior; da dúvida de seu médico com as curas
e mesmo assim ele tirava o que eles tinham de melhor e buscava
ardentemente a transformação deles em homens
íntegros de caráter.
O seu relacionamento com as pessoas era sempre fraterno,
igual e não ficava na sua zona de conforto no ar
condicionado, se tinha tempestade ele estava junto com os
seus, se os seus admiradores estavam com fome ele estava
lá também, se faltava credibilidade, se não
aceitavam o que ele oferecia, se não queriam o seu
produto, ele recuava e voltava em outra ocasião com
mais veemência e convencia a muitos que antes o desacreditavam.
Ele queria subir, mas não queria ir sozinho e por
isso dedicava a maior parte de seu tempo a repassar os conhecimentos
que recebeu de seu chefe, sem egoísmo, sem autoritarismo
e sem falsidade, muito pelo contrário, dava de graça
o que de graça recebia.
Esse líder, sucesso absoluto de marketing é
hoje o nome mais procurado na Internet, esse líder
se chama Jesus.
Você
pode até não acreditar em nada do que Ele
disse e fez mas você tem que concordar comigo que
ele era, é e sempre será um líder fantástico,
o maior líder de todos os tempos. |