10 VERDADES que todo mundo deveria saber sobre o corretor de imóveis

Quero com esse artigo esclarecer, de forma DEFINITIVA, o que verdadeiramente é ser um CORRETOR DE IMÓVEIS.

Não me preocupei em ser unânime e nem tão pouco em agradar a um ou outro. Então se não concordar comigo, desculpe, mas não sou hipócrita e escrevo o que acredito.

Desafiar o seu status que é a minha missão.

1 – Corretor de imóveis é gente

Então trate-o de forma educada e respeitosa.

Não compre imóvel direto com o proprietário. Principalmente se o imóvel em questão foi apresentado por um corretor. Além de ser falta de caráter, isso é ilegal. (veja item 5).

2 – Corretor de imóveis tem “sistema nervoso”

Então se ficar de ligar, LIGUE. Se ficar de voltar, VOLTE.  Não “mate” um corretor do coração.

3 – Corretor de imóveis é uma profissão séria

E por isso merece respeito. Não estamos brincando de vender imóvel.

4 – Corretor de imóveis é uma profissão regida por Lei Federal

A profissão de corretor de imóveis é regida pela Lei 6.530,  de 12 de maio de 1978.

5 – Corretor de imóveis somente com CRECI Corretor de imóveis somente com CRECI

Para exercer a profissão de corretor de imóveis, o profissional tem que estar devidamente registrado no Conselho Regional de sua Região (CRECI) e com sua anuidade em dia.

Dessa forma, porteiro, açougueiro, jornaleiro e nenhum outro profissional que não esteja com seu registro ativo NÃO podem exercer a profissão, caso contrário, tal atividade caracteriza contravenção penal prevista no artigo 47 da lei 3688/41.

6 – Corretor de imóveis é a sua melhor opção

Se você vai vender, alugar, permutar, ou fazer qualquer transação imobiliária, não arrisque. Procure um corretor de imóveis credenciado. Ele é o profissional que está preparado para garantir o melhor negócio para você. O corretor de imóveis é a sua única opção.

7 –  Corretor de imóveis trabalha “por vez”

Ao se dirigir a um stand de vendas apenas para “descolar” algumas ideias de decoração para o seu apartamento, avise à recepcionista na mesma hora. Não “queime” a vez de quem lá está para vender. O corretor pode até acompanhá-lo na visita, mas nesse caso ele estará ciente do seu real interesse.  #ficaadica

8 –  Corretor de imóveis é “único”

Escolha UM profissional para a venda do seu imóvel. Pare de se enganar e de promiscuir o mercado deixando o seu imóvel à venda com várias empresas. Isso, além de prejudicar a imagem do seu imóvel, tem ainda efeito reverso: A venda demora muito mais tempo para acontecer.

Fique por dentro: A autorização de venda com exclusividade está prevista no art.726 do Código Civil Brasileiro, e com ela o proprietário tem a faculdade de autorizar apenas um profissional a vender o seu imóvel. Devemos destacar que o Código Civil, nos artigos 722 a 729 estabelece direitos e obrigações ao Corretor de Imóveis, trazendo segurança para os clientes do mercado imobiliário e também para os corretores de imóveis.

9 – Corretor de imóveis por corretor de imóveis

Corretor de imóveis é um especialista da venda, um profissional que ajuda o cliente a não se decepcionar e a consolidar os seus projetos no ramo imobiliário de forma mais segura.

10 – Corretor de imóveis é “imortal”

Por mais que exista a tecnologia (e ela á maravilhosa e benéfica) NADA irá SUBSTITUIR o profissional Corretor de Imóveis.

Agora é com você. Mete “bronca” e comenta.

Podemos fazer diferente, podemos fazer melhor.

#QuebreasRegras

Por: Guilherme Machado

Coaching para Corretores de Imóveis

O coaching surgiu na década de 70, quem deu o primeiro passo nesse projeto foi o treinador Timothy Gallwey (pai do coaching), ele descobriu que temos um potencial dentro de cada um de nós e basta uma parceria entre coach (profissional) e coachee (cliente) para que esse potencial fosse trabalhado. Com as pesquisas de Tim e seu conhecimento profundo sobre o coaching, surgiram vários braços para essa profissão. Hoje temos esse processo para tudo que precisamos desenvolver, como por exemplo: Life Coaching ou Coaching de vida, geralmente as pessoas trabalham questões pessoais, o Bussines Coaching ou Coaching de negócios, onde são trabalhados questões profissionais, enfim, são inúmeras os nichos dessa profissão que está invadindo o mercado para ajudar, acompanhar, incentivar e conduzir a pessoa do estado atual, que é onde ela está até o estado desejado, que é onde ela quer chegar. Para alcançar o estado desejado é preciso trabalhar motivações, visão de mundo, valores, entender o outro, fazer planos de ação para alcançar o objetivo destrinchando a grande meta em pequenas metas para que seja logo alcançado.

E é isso que o coaching faz para o corretor de imóveis, além de trabalhar o seu melhor potencial, tem como objetivo mostrar aos corretores que muitas vezes vendas importantes não se realizam por simples falta de conhecimento do comportamento humano.

Por esse motivo é importante a postura coaching para obter-se um relacionamento inteligente com o cliente.
Sabemos que o  mundo está mudando muito rápido, as informações e o comportamento das pessoas também, e muitas vezes não acompanhamos as mudanças se não estivermos sempre atualizados,  precisamos então descobrir como as pessoas tomam as decisões, no momento da aquisição de um imóvel.
Este bem, de importância fundamental na vida das pessoas, muitas vezes irá acompanhá-las muito tempo seja para gerar sua renda futura como um imóvel comercial ou em outras situações para ocupar suas horas de descanso e lazer constituindo seu lar ou seu refúgio de veraneio.

Ao olharmos para o mercado imobiliário, perceberemos que é cada vez mais crescente o número de corretores de imóveis. Porém, em um cenário com tantos profissionais destacam-se aqueles que são capazes de levar o cliente à solução de sua demanda de forma assertiva, com menos gasto de energia, maior satisfação e menor tempo.

Por esse motivo surgiu o Corretor Coach, para fazer a diferença no atendimento e no entendimento ao mercado imobiliário.

Por: Mellissa Tagliaferri

Via Publicidade Imobiliária

Domingo é dia de poesia: O Nordeste Independente de Ivanildo Vilanova

Como estamos no meio de um debate eleitoral e como temos visto na Internet muitas críticas ao nosso Nordeste e ao nosso povo, publico hoje uma poesia que é um marco na demarcação de espaço político entre regiões, feita pelo mestre Ivanildo Vilanova para combater a discriminação dos sulistas com os nordestinos. Nesta poesia que virou música com centenas de artistas, e tonou-se um clássico com a voz de Elba Ramalho, o repentista, poeta e cantador mostra como o Sul e Sudeste são dependentes de nossas riquezas. Vamos aos belos versos de protesto e reafirmação de personalidade.

Nordeste Independente

 

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito

Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividindo a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior

Jangadeiro seria o senador
O cassaco de roça era o suplente
Cantador de viola, o presidente
O vaqueiro era o líder do partido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife, o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
“Asa Branca” era o hino nacional

O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do lugar
O petróleo, a cebola, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Se isso aí se tornar realidade
E alguém do Brasil nos visitar
Nesse nosso país vai encontrar
Confiança, respeito e amizade

Tem o pão repartido na metade
Temo prato na mesa, a cama quente
Brasileiro será irmão da gente
Vai pra lá que será bem recebido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Eu não quero, com isso, que vocês
Imaginem que eu tento ser grosseiro
Pois se lembrem que o povo brasileiro
É amigo do povo português

Se um dia a separação se fez
Todos os dois se respeitam no presente
Se isso aí já deu certo antigamente
Nesse exemplo concreto e conhecido
Imagina o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta

 

Coluna semanal do Mercado Imobiliário: Por Tomaz de Aquino (11/10)

Leia a coluna semanal deste sábado (11/10), Mercado Imobiliário, escrita pelo jornalita Tomaz de Aquino para o Jornal Vanguarda.

Vitória divulga que terá curso de medicina da UFPE

Segundo a Prefeitura da cidade, o anúncio oficial com o Reitor da Federal, Anísio Brasileiro, está marcado para este mês

Segundo a Prefeitura, o curso funcionará no Centro Acadêmico

Segundo a Prefeitura, o curso funcionará no Centro Acadêmico

O site da Prefeitura de Vitória de Santo Antão, município localizado na Zona da Mata de Pernambuco, divulgou, no início desta semana, que a cidade receberá um curso de medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). De acordo com o órgão, o anúncio oficial será feito no dia 24 deste mês, às 10h, quando o prefeito Elias Lira e o Reitor da instituição de ensino, Anísio Brasileiro, se reunirão no município.

De acordo com a Prefeitura, o curso funcionará no Centro Acadêmico de Vitória da UFPE. “Estou muito orgulhoso de ver na minha gestão tantas coisas boas acontecendo para os vitorienses e, porque não dizer, para todos os pernambucanos, já que um projeto como esse atende estudantes de todo o Estado”, disse o prefeito, em depoimento divulgado no site.

pesar de toda a euforia da Prefeitura, a assessoria de imprensa da UFPE alertou que não há nada confirmado, e nem muito menos o Ministério da Educação (MEC) autorizou a abertura do curso. Atualmente, só os campi de Caruaru e Recife oferecem turmas de medicina.

Um condomínio-clube em Vitória, na Mata Sul

Empreendimento da Conic será entregue em setembro de 2015

Os apartamentos do condomínio terão 50 m². Na área de lazer do empreendimento, piscinas, pista de cooper, minicampo, churrasqueira e quadra poliesportiva

O crescimento industrial em Vitória de Santo Antão, que fica a 47 km do Recife, na Mata Sul, alavancou o mercado imobiliário. Cresce, no município, a procura por empreendimentos que se encaixam no Minha Casa, Minha Vida, programa do Governo Federal que subsidia a compra da casa própria. A aposta da vez é o Residencial Águas Clara, da Construtora Conic. A entrega está prevista para setembro de 2015.

Em uma área total de mais de dois hectares, o Águas Claras segue o conceito de condomínio-clube. “Oferecemos um empreendimento que dignificará o comprador. Optamos por construir menos unidades habitacionais e dar mais espaço às áreas de lazer”, conta o gestor de Vendas da Co­­­­­­nic, André Luiz. Para ele, Vitória hoje é uma cidade que oferece um mercado promissor.

.Crédito: Contrutora Conic/Divulgação
 “A cidade já tem uma grande quantidade de indústria já instaladas, muitas pessoas com potencial de compra, funcionários com carteira assinada”, aponta Luiz. Ele vê ainda uma carência de desenvolvimento imobiliário no município, que tem perfil de moradias horizontais. “Há bairros mais adensados que naturalmente tenderão a se desenvolver mais rápido. A tendência, agora, é a verticalização, mas agregada ao conceito de condomínios-clube”, ratifica.

O residencial está configurado em 31 torres de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Cada área privativa, com 50 metros quadrados, contará com dois quartos e um banheiro social, podendo tornar em suíte reversível. À disposição dos moradores estarão um parque aquático com 300 metros quadrados, piscinas adulto e infantil, pista de cooper, brinquedoteca, minicampo e quadra poliesportiva.

O empreendimento é realizado pela More, braço do grupo empresarial voltado para construções dentro do programa governamental, em sociedade com o grupo espanhol Bertolín. O comprador paga mensais de R$ 99, além de poder obter até R$ 17.960 de financiamento. Os apartamentos do condomínio são compactos e criados para atender a demanda de famílias de três a quatro salários mínimos.

O condomínio
O condomínio clube, com 31 torres, de quatro andares, cada um, e quatro apartamentos por piso. Lançado pela Construtora Conic, o Residencial Águas Claras está sendo erguido em Vitória de Santo Antão. Empreendimento é voltado para famílias com renda de até quatro salários mínimos.

Fonte: Folha de Pernambuco

4 filmes que vão te ajudar na carreira de corretor

A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Na verdade, as duas coisas. Ela pode tanto ser inspirada pela nossa realidade, quanto nos ajudar a enxergar os fatos sob diferentes perspectivas. A partir dos filmes, por exemplo, podemos interpretar e extrair lições valiosas para o nosso dia a dia.

O corretor de imóveis deve estar atento, pois a sétima arte pode oferecer dicas relevantes por meio de suas mensagens. Além dos cursos, livros, visitas e muito treinamento, a ficção é uma boa ferramenta para se qualificar no mercado imobiliário. Separamos uma lista com quatro filmes interessantes que irão ajudá-lo na construção e consolidação de sua carreira. Confira.

Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, 1992)

Esse talvez seja o filme mais emblemático para quem trabalha com a corretagem de imóveis. “Sucesso a Qualquer Preço” descreve de forma ácida o mundo e os arquétipos que existem dentro de uma imobiliária de Chicago, cidade dos EUA. A trama central gira em torno de um pacote de incentivos oferecido/imposto ao time de corretores: o melhor vendedor ganha um Cadilac, o segundo melhor um conjunto de facas, e o terceiro a demissão. A tensão e a pressão por resultados gera uma competição desleal, acarretando uma série de acontecimentos inesperados.

Lição a ser aprendida: sem o trabalho em equipe, o resultado a médio e longo prazo será o fracasso. É necessário deixar o egocentrismo de lado e dar atenção aos objetivos comuns e da empresa em que se trabalha.

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happiness, 2006)

Mesmo não abordando diretamente o mercado imobiliário, esse filme, protagonizado pelo ator Will Smith, traz uma lição preciosa para qualquer vendedor: foco e percepção são fundamentais para quem lida com a arte da venda. O filme é baseado na história real de Christopher Gardner, estagiário de uma corretora de títulos e valores.

Lição a ser aprendida: a batalha para crescer dentro do mundo profissional pode ser árdua, mas com foco e perseverança, é possível vencer.

De Porta em Porta (Door to Door, 2002)

A história do filme representa uma situação limite: Bill tem um tipo de paralisia cerebral que limita suas falas e movimentos. Mesmo com as suas dificuldades, ele consegue um emprego de vendedor, se supera e torna-se um campeão de vendas da empresa. Assim como em “À Procura da Felicidade”, “De Porta em Porta” também é baseado em fatos inspiradores e reais.

Lição a ser aprendida: às vezes o que impede o crescimento de um profissional é a falta de perseverança. Obstáculos sempre vão existir, mas devemos seguir em frente e tratar os limites como uma motivação para conquistar seus objetivos.

O Discurso do Rei (The King’s Speech, 2010)

O Discurso do Rei conta a história de George VI, que se vê obrigado a assumir o trono, mesmo sendo gago desde a infância. Para conseguir fazer discursos à população, ele conta com a ajuda de um especialista da fala e consegue alcançar seu objetivo: falar em público.

Lição a ser aprendida: essa narrativa é um exemplo clássico de superação e autoconfiança, e sua principal lição é que o corretor deve ultrapassar os obstáculos para vencer. Além disso, o filme mostra como a ajuda de profissionais mais experientes é imprescindível em sua jornada.

Fonte: Só corretor

Aspectos Relevantes Registrais e Prescricionais da Promessa de Compra de Venda

A função social da Propriedade pode ser muito bem ilustrada através da PROMESSA DE COMPRAE VENDA, eis um instrumento poderoso para que as pessoas possam realizar um dos direitos fundamentais a sua personalidade que é o acesso à moradia.

O Brasil vive um bum imobiliário, com ou sem bolha (sem entrar nesta discursão), e os mecanismos facilitadores para a aquisição da casa própria, como o caso dos financiamentos bancários, são materializados também pela Promessa de Compra e Venda, daí insurge enaltecer sua valorosa importância.

A Promessa de Compra e Venda nasceu em meados de 1937, ainda no governo Vargas, face a uma necessidade de cunho social, de modo a facilitar a aquisição de bens imóveis por classes mais pobres, e apesar de toda a diversidade histórica do Estado brasileiro, tal instituto sobreviveu, sendo consolidada de uma vez por todas depois da Constituição cidadã de 1988, sendo ratificada e fortificada com o advento do Código Civil que entrou em vigor em 2003.

Outrossim, em que pese uma historia muito bem sucedida , de quase 80 anos do advento deste instrumento, ainda assim encontramos diversos pontos de conflito jurídico, especialmente no que toca ao registro da promessa e seus efeitos legais e quanto ao prazo de prescrição.

Adentrando ao mérito das discursões sobre o assunto, sem a intenção de querer esgotar tão vasto tema, a priori destacamos o prazo para obter-se a escritura definitiva, vez que durante muito tempo se acreditou que não haveria um prazo prescricional para o direito do promissário comprador em exigir a outorga compulsória da escritura pública a fim de lhe ser transferida a propriedade sobre o bem imóvel.

Tal prazo existe, indiscutivelmente, sendo de 20(antes de 2003) ou 10 anos (depois de 2003), até porque nenhuma situação jurídica pode perdurar eternamente, portanto havendo a recusa do promitente vendedor em outorgar escritura definitiva, o remédio processual, sem dúvida, para o promissário comprador será a adjudicação compulsória do imóvel, nos termos do art. 1.418 do Código Civil.

Ocorre que o aludido dispositivo legal dispõe que apenas o promissário comprador, titular do direito real, pode exigir a outorga de escritura definitiva. Por sua vez, para a promessa de compra e venda adquirir o status de direito real é necessário dar a ele publicidade através do seu registro na matrícula do imóvel no respectivo Cartório de Registro de Imóveis (CRI).

É muito bem sabido por todos que operam o mercado imobiliário que os atos jurídicos, contratos e afins, resultam em consequências jurídicas. Rotineiramente nos deparamos com pessoas que se dizem proprietários de um imóvel, possuindo tão somente uma Promessa de Compra e Venda, e pasmem, muitas delas sem sequer serem registradas à margem da matricula. Daí pergunta-se: qual a diferença? Vejamos.

Existe uma diferença gigantesca entre o Direito Real e o Direito Obrigacional, em apertada síntese podemos afirmar que o Direito Real opõe-se, cobra-se, reivindica-se contra tudo e contra todos. Enquanto que o Direito obrigacional é oponível apenas contra a parte com quem fora realizado o negócio. Por exemplo: ter o nome gravado como real proprietário e possuidor de um imóvel o faz ter o direito de dispor sobre ele quando achar conveniente, pode vender, pode alugar, pode desmembrar, pode construir, pode doar, pode reenvindicar de terceiros, pode ajuizar assim uma reintegração de posse, ou seja, Total poder sobre o bem(domínio).

A contrario censo, o Direito obrigacional, albergado tão somente sobre a ótica de um documento de Promessa de Compra e Venda sem registro não tem esta oponibilidade erga ominis (contra todos), há apenas uma oponibilidade contra aquele que celebrou o negócio, oponibilidade meramente obrigacional.

Em se tratando de Promessa de Compra e Venda registrada em cartório, não se trata ainda do Direito Real (oponível contra todos) sobre o bem em si, mas há sim o Direito Real à aquisição do Imóvel, segundo recente entendimento do STJ, levando em consideração os arts. 462 a 466 do CC e arts. 1418 e seguintes do CPC.

Destarte, O direito de adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de registro de imóveis, eis o entendimento dominante pela Doutrina brasileira. Contudo, não haveria plena segurança jurídica se não pelo registro em cartório, não registrar é dar ao negocio status de contrato de gaveta!

Lembremos, por oportuno, que a promessa de compra e venda, por si só, enquanto não registrada, não é fato gerador de ITBI, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal. Porém, ainda que não quitado, vindo o contrato a ser registrado no cartório competente haverá a incidência do tributo, diante da transferência ao adquirente de direito real sobre o imóvel.
Por fim, concluímos que o prazo prescricional da ação de cunho pessoal e real, sob a égide do Código civil anterior, antes de 2003, é de vinte anos, jã na vigência do novo Código, o prazo é de 10 anos, conforme art. 2.028 do atual diploma. E apesar de haver de fato um direito obrigacional a Promessa não registrada, não possui respaldo real, portanto, ressaltamos a fundamental importância em REGISTRAR à margem da matricula a Promessa, e quando finalizados as obrigações ali pactuadas, que seja levada a termo no cartório e então realizada definitiva Compra e Venda, passado assim o “domínio” do bem ao comprador.

 

Por Dr. Heverton Lopes – OAB/PE 35.714
- Especialista em Direito Público
– 
Especialista em Direito Imobiliário 

Qual o momento certo de ligar para um cliente?

Grande parte do trabalho de um corretor de imóveis consiste em receber e fazer ligações para clientes. Isto acontece nas mais diversas ocasiões: no primeiro contato, logo no início do negócio; em retornos que precisam ser dados; e até mesmo no final da negociação, em uma espécie de pós-venda.

Confira algumas dicas que irão ajudá-lo a identificar o momento certo de ligar para o cliente:

O bom senso deve vir sempre em primeiro lugar

Já ouviu que nunca se deve ligar para ninguém após 22h e antes das 10h? Ela também é válida para o corretor de imóveis na hora de ligar para um cliente. Acredite: por mais que o cliente esteja interessado em negociar com você, ele não ficará nada feliz ao ser importunado por uma ligação às 7 da manhã.

Ter um pouco de noção de horários é extremamente válido e os clientes apreciam. Quando o assunto é final de semana, o bom senso também deve ser acionado. Sábado até 12h é um período ainda quente para os corretores de imóveis, então não há problema em ligar para o contato. Domingo, no entanto, só efetue ligações que foram previamente combinadas.

Retorno deve ser dado o mais breve possível

Nunca deixe um cliente esperando. Retorne o mais rápido que puder. Recebeu uma ligação e não pôde atender no momento? Ligue de volta assim que tiver disponibilidade. Nesse caso, está liberado ligar em horários considerados pouco convencionais, já que está no seu papel dar uma resposta rápida para o cliente. Se não desejar correr riscos, caso tenha demorado um pouco para dar o retorno, envie uma mensagem perguntando se a pessoa pode falar naquele momento. Educação e preocupação com o espaço do outro nunca é demais.

A atenção à duração da ligação é importante

Objetividade é a palavra de ordem. Além de ficar atento ao horário e à ocasião certa para ligar para o cliente, não estenda a ligação em demasia. Fale o assunto e preze pela objetividade. Afinal, ninguém tem tempo a perder. Ligações longas só vão entediar o cliente e prejudicar a sua negociação.

Follow-up é item essencial

Mesmo após o final da negociação é importante ligar para o cliente para fazer um follow-up. A negociação foi mesmo aquilo que ele esperava? O que poderia ter sido feito diferente? O cliente ficou satisfeito com o seu atendimento? Quais são suas sugestões? Fazer um acompanhamento de pós-venda, mesmo que pelo telefone, é essencial para estabelecer um relacionamento a longo prazo com o cliente.

O follow-up também ajuda a fortalecer a sua reputação pelo famoso boca a boca, afinal, mesmo que o cliente não vá comprar outro imóvel tão cedo, ele pode indicar os seus serviços para a sua rede de contatos como um todo. Não deixe de ligar e perder esta oportunidade.

O telefone é uma ferramenta essencial para o trabalho do corretor de imóveis, assim como o e-mail e SMS. Portanto, todos devem ser usados com sabedoria para otimizar o trabalho tanto do profissional quanto do cliente.

Via Só Corretor

Plantão de vendas: táticas para vender

Em geral, a maioria dos corretores de imóveis não gosta muito de ficar de plantão. Seja em um stand de vendas de um lançamento ou no próprio escritório, essa é uma tarefa muito comum nesse segmento de mercado e praticamente obrigatória para todos os profissionais. Acontece que a monotonia aparente de um plantão pode se transformar em uma excelente oportunidade para que o corretor amplie sua carteira de clientes e feche muitos negócios. Mas, para isso é necessário conhecer as táticas que podem ser o segredo para vender mais.

Mude de perspectiva

Para começar a encarar o plantão de vendas como uma oportunidade de fazer negócio, você precisa mudar de perspectiva e adotar um novo comportamento. Comece por entender que estar de plantão é uma excelente maneira de aproveitar o tempo para ampliar sua rede de relacionamento, conhecer novos clientes, dar atenção aos antigos e rever sua carteira a fim de localizar potenciais interessados. Mas, para isso, você não pode apenas ficar sentado atrás da mesa esperando algo acontecer, você precisa agir com pró-atividade. Veja três passos que você deve incorporar na sua rotina:

  • Leve para o plantão uma lista com potenciais interessados em visitar imóveis;

  • Faça ligações e envie e-mails para esses clientes e procure agendar as visitas;

  • Se você estiver em um plantão de lançamentos, faça o mesmo procedimento e convide-os para visitar o apartamento decorado, por exemplo.

Conquiste o cliente

Essa é uma arma infalível. Se o corretor consegue conquistar a confiança e criar empatia com o  interessado é muito possível que mesmo que ele não feche negócio na hora, volte a tratar exclusivamente com você. Então a sugestão é recepcionar o interessado e dar toda a atenção possível a ele. Seja elegante e deixe-o à vontade para perguntar e esclarecer tudo o que ele deseja sobre um imóvel. Mostre-se altamente interessado em atender todas as expectativas dele.

Prepare-se para o feedback

Na maioria dos casos, um corretor não vende no primeiro encontro com o cliente. Em regra, o primeiro contato é para apresentar as opções de mercado (ou o lançamento), agendar as visitas e só depois vem todo o processo de negociação até o fechamento. Portanto, usar o tempo em que você está no plantão para elaborar uma super planilha de feedback pode ser uma arma a seu favor.

Faça uma planilha que compile todos os dados essenciais sobre o cliente e as características do imóvel que ele busca. Ressalte os pontos que para ele são mais importantes e anote também suas impressões pessoais sobre o interessado (se é extrovertido ou reservado, se é casado ou solteiro, etc.). Estes detalhes vão te ajudar a preparar uma abordagem personalizada.

Feito isso, envie por escrito uma espécie de resumo do que foi conversado no plantão, com boas fotos e descrições dos imóveis que despertaram mais interesse e, enfim, convide o cliente para um novo encontro presencial (a pauta pode ser falar um pouco sobre o mercado, preços e oportunidades).

Vale a pena observar que, embora o cliente esteja buscando um imóvel, o que ele vai “comprar” primeiro é a atitude do corretor. Portanto, seguir as táticas apresentadas e manter um comportamento impecável é fundamental.

Outro segredo é entender que, normalmente, antes do “sim” vêm as objeções e as dúvidas. Dar espaço para o cliente se expressar e agir com tranquilidade em todas as etapas – sem tentar forçar a venda – vai te conduzir gradativamente à assinatura do contrato de venda, com certeza. Faça o teste, experimente.

Via Só Corretor