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Otimização de imagens: uma técnica importante para os corretores

fotosizer_010Imagine um cliente interessado em um imóvel e lhe pede fotos do mesmo, porém ao tentar realizar o download das imagens o cliente acaba se chateando pelo tamanho das imagens.

Mas como fazer para otimizar um grupo de 50 imagens para enviar para o seu cliente sem perder tempo?

Bem, geralmente a solução pode está no mesmo programa que você acabou de usar para dá aquele brilho na sua imagem, por exemplo, o Photoshop além de ser um excelente editor de imagens também tem a opção de executar a tarefa de reduzir todas as imagens de uma vez.

Para quem não está familiarizado com programas “complicados”, nós indicamos o Fotosizer, uma das ferramentas que pode ser essencial no dia a dia do corretor de imóveis na hora de publicar suas captações sem gastar muito tempo e o melhor.

Apesar de ser um “basicão”, o programa tem seu pontos a favor: É levíssimo, Torna suas configurações permanentes, assim você não precisa reconfigurar toda vez que abri-lo, Rápido, Comandos de fácil entendimento, Suporta vários idiomas, Gratuito com atualizações constantes e Cumpre bem o que promete, ou seja, reduz o peso de todas sua fotografias de uma vez, reduzindo bastante o seu tempo.

Vale lembrar que o Fotosizer não é um editor de imagens, apenas um programa que comprime suas fotos fazendo-as ficarem mais leves e faz isso de um jeito bem rápido.

Download e tutorial do Fotosizer você tem aqui – http://www.baixaki.com.br/download/fotosizer.htm

 

Aderaldo Luciano escreve: Uma pausa para Augusto dos Anjos

Poesia como forma de pensar e flertar com a solidão e a angústia. Um jeito visionário e corajoso para atacar convenções bolorentas. Se os EUA teve Edgar Allan Poe, nós, brasileiros, tivemos Augusto dos Anjos, voz inconfundível da poesia brasileira. Abaixo texto de Aderaldo Luciano, querido amigo do Facebook, cuja voz, quanto se trata de poesia – e de cordel – torna-se não menos inconfundível. (M.M.) 

Já era a terceira ou quarta vez que Augusto dos Anjos falava sobre o mesmo assunto com o Presidente João Machado. Augusto se sentia preso, ilhado na Paraíba, enquanto a vida literária se desdobrava ávida na capital do país, o Rio de Janeiro. Todos os amigos haviam partido, inclusive Órris Soares, a quem tanto se apegara. Tentava jogar a última carta no diálogo com o Presidente. Esperava lograr êxito e partir tranquilo, com um pouco de dinheiro e a esperança de encontra Santos Neto, seu amigo e incentivador.Por conta de arranjos políticos, sua família determinara-se a apoiar o nome de João Machado para presidente do estado, indicado que foi pelo chefe maior, o major Álvaro Machado, do Brejo de Areia, oligarca e mandatário. Como se diz hoje em dia: o Chefão. Aliás, sobre ele podemos dizer duas coisas: ao mesmo tempo em que criou A União, o jornal mais longevo do estado, fez vistas grossas quando a polícia incendiou e empastelou as oficinas e escritórios dos jornais O Combate (dos irmãos Oscar e Órris Soares) e O Comércio alguns anos antes, em 1904, quando era ele o presidente. Mas voltemos ao caso de Augusto.

Muito bem, o poeta raquítico saúda o presidente e, pisando em ovos, começa novamente aquela conversa. Estava ele como professor substituto no Liceu Paraibano, tinha como aluno um dos filhos do presidente, a família fechara questão em torno do nome do mandatário, o próprio presidente o havia convidado para abrir as celebrações da data da Abolição, no Theatro Santa Rosa. Era flagrante o clima de intimidade entre eles. Saliente-se que o poeta desposara Ester Fialho, filha de Agnelo Cândido Lins Fialho, também do Brejo de Areia. Augusto pensara que estava tudo em casa.

E o que queria o poeta? Apenas que o presidente lhe concedesse uma licença com vencimentos, uma pequena garantia, para que lhe fosse possível aquela viagem ao Rio, onde pudesse apresentar seus poemas, encontrar os nomes da literatura de então, conseguir entrar para a história da formação da literatura brasileira e, quem sabe, ser nomeado para a melhor escola do país: o Colégio Pedro II. Não era um sonho impossível e acreditava mesmo que tudo pudesse transcorrer como no sonho, como no desejo.

O que ouviu de João Machado foi um peremptório NÃO! Emais: um RETIRE-SE! Segundo a cunhada Irene Fialho fora: “Ora, Dos Anjos, não me amole mais!”. O suficiente para a ficha cair por dentro do cofre da compreensão e as tripas requererem uma urgente tomada de decisão. E foi assim que o Poeta Superior da Paraíba, chegou em casa mais pálido do que já era, trêmulo e desiludido, e disse para a esposa: “Vamos para o Rio. Nunca mais porei o pé na Paraíba!” Dito e feito.

Já no Rio, vivendo as agruras de sua decisão, morava em pensões e se revirava para dar aulas particulares aqui e ali, como diz Agripino Grieco: “revejo aquela figura singular figura, qual a vi em 1912, nas vizinhanças da MUda da Tijuca, onde o pobre Augusto ia, premido pela necessidade, dar lições a uma família abastada do bairro.” Escreve para a mãe, relembrando o rompante de João Machado:”O procedimento do João Machado foi aqui muito censurado, sendo louvado com os panegíricos mais veementes meu ato de reação contra a diatribe do Joque.”
Joque era o apelido de guerra do presidente. Mas a cartinha de Augusto não fica só nessa oração. Diz mais: “Todos os políticos dessa terra me tem prometido emprego. Não sei se o fazem por delicadeza convencional do momento, ou se movidos pelo intuito sincero de me prestarem reais benefícios.” Ingênuo poeta. Inocente Augusto. Não entendia ainda que esse mundo da política provinciana é um eterno rio de malquerências. Nenhum deles, jamais, lhe conseguiria qualquer ocupação, qualquer emprego, qualquer trabalho.

A cartinha cita o nome dos políticos de então: “Tais indivíduo se chamam: Valfredo Leal, Simeão Leal, Seráfico da Nóbrega, Castro Pinto e outros da mesma espécie.” Acredito que os nomes de Valfredo Leal e Simeão Leal sejam nossos conhecidos. Mas, enfim, que é do poeta? Sofre, desterrado, entre seus conterrâneos. Sem dinheiro e vivendo dificultosamente, vê sua esposa perder o primeiro filho e sente agravarem-se seus problemas de saúde. José Oiticica descreve o seu estado como o de “penúria”. O irmão Odilon salva-lhe a posteridade arcando com as despesas do “EU”. E os seus, aqueles que tanto lhe prometeram? Desapareceram.

O resto da história todos vocês já conhecem. João Machado, Álvaro Machado, Valfredo Leal, Simeão Leal, Seráfico Nóbrega não passam de uma nota de pé de página da história e, para alguns areenses, “nomes ilustres”. Pois bem, o Poeta Maldito, o sofredor, não pôde ver o que aconteceu depois: sua poética revirando as tripas do mundo da crítica nacional, seus versos declamados na boca do povo, seu nome salvaguardando toda a posteridade, inclusive os poetas desinteressantíssimos de hoje e de amanhã. São 100 anos de morte de Augusto dos Anjos e mais um para o obscurantismo dos “ilustres”!
Jornalista e doutor em Literatura. Mora no Rio de Janeiro

Polícia desarticula quadrilha que vendia terrenos

A Polícia Civil de Três Lagoas está investigando a cerca de dois meses, um esquema desenvolvido por uma quadrilha, que tomava posse de forma irregular de terrenos e os vendia para terceiros.

 Polícia-desarticula-quadrilha-que-vendia-terrenosO golpe foi descoberto depois que um familiar de uma das vítimas, viu uma placa de ‘vende-se’ no lote que pertence a um seu parente que mora em Manaus. A pessoa estranhou o anúncio, já que não tinha conhecimento de que seu familiar estava interessado em se desfazer o imóvel. Ao entrar em contato com a proprietária do imóvel, descobriu que ela não havia colocado o terreno à venda.

Foi então que o parente da vítima resolveu entrar em contato com a Polícia Civil para denunciar o caso. Ao tomar pé da situação, o delegado da 1ª Delegacia, Paulo Rosseto, descobriu que a venda do terreno estava sendo feita por um corretor de imóveis de nome Adriano. O acusado foi chamado para prestar esclarecimentos e acabou confessando participação no esquema e também denunciou outros envolvidos no golpe.

Durante a instrução do inquérito policial descobriu-se, que Ercílio Queiroz Moreira teria procurado Jeronimo Marques Fernandes para darem o golpe do terreno, vendendo imóveis que pertenciam a pessoas que não residem em Três Lagoas. Para conseguir efetuar a transferência dos imóveis, utilizavam documentos falsos. Buscaram a participação de Celso da Silva Pereira, que já possuía passagens por falsificação e que tinha os meios para fraudar qualquer tipo de documento. Para forjar os papéis referentes à propriedade do terreno, Celso receberia R$ 4 mil.

Peterson Lázaro que já foi advogado, mas teve seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso, também foi convidado para fazer parte do esquema. Segundo relados dos próprios envolvidos, Jerônimo, Celso e Peterson foram até o Cartório de Registro Imobiliário de Selvíria, onde fizeram uma procuração em nome de Celso (como se fosse o verdadeiro dono do terreno), que outorgava poderes de venda, para uma nova pessoa envolvida no caso, Silvana da Silva Ferreira, que posteriormente ganharia R$ 2 mil reais pela participação na fraude. Por fim, eles conseguiram efetuar a venda de um imóvel pelo valor de R$ 55 mil.

Com o esquema de fraude descoberto, a polícia descobriu em poucos dias, outros três novos casos onde a quadrilha se utilizou do mesmo golpe para efetuar a venda de imóveis. Durante buscas realizadas na manhã da última segunda-feira, Peterson foi encontrado na casa de Jerônimo, quando os dois foram detidos. De acordo com o delegado Paulo Rosseto, mais quatro pessoas já estão com as prisões temporárias decretadas. “Nós já estamos em busca destas pessoas que estão foragidas, acredito que em breve vamos encontradas e também estaremos realizando a prisão de outras quatro pessoas que também teriam envolvimento com esta quadrilha”, afirmou Rosseto.

O Delegado Regional da Polícia Civil Vitor Lopes, também está acompanhando o caso e afirmou que não descarta a possibilidade de novos casos envolvendo o grupo seja descoberto. “Não sabemos ao certo quando foi que eles começaram com esses golpes, portanto, vamos investigar a fundo e levantar mais informações, para saber se mais pessoas não vieram a cair nesta fraude”, disse Lopes.

Por: Thiago Bonfim

Fonte: Jornal do Povo

Segurança jurídica na hora de adquirir um imóvel

POR  · 19 DE JULHO DE 2014

Não é de hoje que os consultores imobiliários alertam os promitentes compradores sobre os riscos ocultos existentes na aquisição de um bem imóvel. Uma negociação precipitada e descuidada pode acarretar danos de difícil reparação, que geralmente demandam perda de tempo e despesas judiciais.

Segurança-jurídica-na-hora-de-adquirir-um-imóvelO mercado imobiliário continua aquecido e no momento da compra de um imóvel é preciso ter especial atenção na análise dos documentos que garantem solidez e tranquilidade no fechamento do negócio.

Não é de hoje que os consultores imobiliários alertam os promitentes compradores sobre os riscos ocultos existentes na aquisição de um bem imóvel. Uma negociação precipitada e descuidada pode acarretar danos de difícil reparação, que geralmente demandam perda de tempo e despesas judiciais.

Ao adquirir um imóvel o comprador deve resguardar-se de alguns dissabores que podem frustrar a realização do sonho da casa própria. Para isso é fundamental fazer um check list de certidões e documentos essenciais no momento da transferência do imóvel.

Um dos mais importantes documentos para detida verificação do comprador é a certidão cartorária conhecida como narrativa imobiliária, que pode ser decenal, vintenária ou trintenária, a depender da idade do imóvel. A referida certidão traça o histórico do imóvel em seus mínimos detalhes, como, por exemplo, quem foram seus proprietários anteriores, o ano em que o imóvel foi escriturado e se o imóvel possui ou não algum gravame – penhora, hipoteca ou anticrese. Esta certidão, por ser historicamente narrativa, acompanha e espelha o percurso “de vida” do imóvel.

Além desses cuidados mínimos, é fundamental também investigar a situação jurídica e econômica do promitente vendedor: se existe alguma ação de executiva contra ele, se há pedido de penhora incidente sob o imóvel, em suma, se o bem está comprometido por eventuais dívidas do proprietário ou se, de fato, encontra-se livre de qualquer ônus. A pesquisa sobre o promitente vendedor deve ainda estender-se até o âmbito trabalhista, extraindo-se a certidão cartorária forense que aponte ou não possíveis dívidas que possam recair sobre o dono do imóvel. Isso não significa dizer que qualquer dívida trabalhista compromete uma negociação de venda e compra imobiliária, pois, até nisso o histórico serve para averiguar se a dívida trabalhista é oriunda do próprio imóvel, tais como as dívidas de empregados domésticos (motoristas particulares, empregados que trabalham no imóvel – observância do artigo 3º, inciso I da Lei 8.009/90). Essa preocupação é passível de resolução no caso de o vendedor possuir mais de um bem imóvel, exonerando expressamente aquele que está sendo negociado e relacionando os demais imóveis que possam garantir as dívidas.

Outro ponto que deve ser observado pelo comprador, diz respeito à declaração do condomínio (emitida pelo seu síndico), que exonera o proprietário de antigos débitos. A referida declaração garante que o bem comum condominial não possui dívidas com terceiros (trabalhistas de ex-funcionários, concessionária de abastecimento de água/esgoto e concessionária de energia elétrica).

Somado aos itens fundamentais para uma aquisição segura, o comprador deverá sobretudo conhecer o bem que está adquirindo, realizando uma minuciosa leitura da convenção do condomínio, objetivando conhecer as regras para possuir animais de estimação. Além disso, resta saber dessa convenção a possibilidade de venda ou locação de garagens a pessoas estranhas ao condomínio (Lei 12.607/2012).

Em suma, devemos ter cautela com as peculiaridades mais comezinhas que por vezes esquecemos na empolgação de fechar com rapidez a compra do imóvel, frustrando uma aquisição tranquila e segura.

Por Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Uytdenbroek

Fonte: Direito Net

O JULGAMENTO DO ELEITOR

Maurício Costa Romão

 Fonte: elaboração própria, com base em 30 pesquisas nacionais pós-manifestações de rua de junho 2013

O cientista político Antônio Lavareda, baseado em estudos de Thomas Holbrook, outro grande especialista em eleições, costuma mencionar em escritos e palestras três fatores considerados decisivos na tentativa de reeleição de incumbentes: (1) avaliação de governo (popularidade); (2) percepção da população sobre a economia e (3) tempo do partido do postulante no poder.

A menos de três meses para a eleição presidencial no Brasil, e já disponíveis resultados das últimas pesquisas eleitorais pós-Copa do Mundo (Sensus/Isto é e Datafolha), é oportuno fazer uma breve análise das possibilidades de reeleição de Dilma Rousseff à luz dos fatores aludidos.

Para simplificar a abordagem é conveniente focar a atenção apenas na avaliação de governo, deixando compreendido, por suposto, que a percepção do eleitorado sobre esta variável selecionada abrange também o desempenho do executivo no trato da economia e o julgamento do ciclo do partido da incumbente no poder.

Ao elencarem a avaliação de governo como um dos principais fatores determinantes do voto, Lavareda e Holbrook partem da constatação elementar de que os eleitores têm memória, são exigentes e pragmáticos.

Se os eleitores percebem que o governo está bem, que suas vidas estão melhorando, que as pessoas do seu relacionamento estão satisfeitas, eles querem a continuidade do governo em exercício ou, se não for mais possível, almejam que seu substituto mantenha as mesmas linhas de ação.

Esse desejo de continuidade é expresso pela população nas pesquisas eleitorais mediante generosas menções de aprovação (conceitos de ótimo e bom) à gestão sob julgamento.

Daí decorre o inevitável corolário: governos bem avaliados têm maior probabilidade de reeleger governantes ou candidatos apoiados por eles.  Sob esse prisma, como está a avaliação do governo de Dilma Rousseff?

As pesquisas nacionais pós-manifestações de rua de meados do ano passado continuam expressando forte desejo dos brasileiros de que o próximo presidente faça um governo diferente do atual.

 

Aqui reside um primeiro obstáculo à pretensão de Dilma reeleger-se: este forte “sentimento de mudança” que permeia o ambiente político-eleitoral vigente.

 

Embora as pesquisas não detectem exatamente o que o eleitor quer mudar, ademais de ser da natureza humana almejar transformações, buscar algo novo, querer ações diferentes, o fato é que esse desejo mudancista é inegável e está presente atualmente em cerca de dois terços da população, segundo as pesquisas.

Saliente-se que um número expressivo dos que almejam mudanças prefere que elas sejam feitas por outro presidente no lugar de Dilma Rousseff (44%, segundo o Ibope de maio), enquanto um menor contingente (16%) quer que a promoção das mudanças esteja a cargo da própria presidente.

Essa ambiência de hoje é diametralmente oposta ao clima que permeava as últimas duas reeleições e a campanha de 2010.

 

Com efeito, nas exitosas reeleições de Fernando Henrique Cardoso (1998) e de Lula (2006) o sentimento à época era de continuidade, por conta das âncoras dos respectivos governos: o Plano Real e os programas de inclusão social. Em 2010 Dilma Rousseff surfou no mesmo desejo de continuidade, propelido pelo sucesso da gestão anterior e pelo prestígio do então gestor.

 

Naturalmente que a percepção do eleitorado sobre o desempenho geral do governo está relacionada a esse sentimento.

Veja-se, por exemplo, como o eleitor tem avaliado a gestão da presidente desde as inquietudes de meados de 2013. O gráfico que acompanha o texto contrapõe a avaliação positiva do governo, mensurada pela soma das percentagens de ótimo e bom, com a avaliação negativa, representada pelos percentuais de ruim e péssimo.

Note-se que a trajetória da avaliação positiva do governo Dilma é descendente e a da avaliação negativa é ascendente, conforme mostram as retas de tendência que representam as evoluções oscilatórias de cada curva.

(Malgrado o exagero reducionista da realidade, mas apenas à guisa de exercício projecional, essas retas, pelas suas configurações estatísticas, estão tendentes a encontrar-se na 31ª pesquisa, registrando empate numérico de 32%, mas já no 32º levantamento a linha vermelha deverá estar acima da linha azul, apontando 32,5% a 31,7%, ceteris paribus).

Portanto, há notória dificuldade de a presidente melhorar consistentemente sua popularidade depois das insurgências de 2013. As pesquisas pós-Copa não modificaram esse quadro: persiste o mau humor do brasileiro com o governo.

Ademais, considerados os mesmos postulantes à presidência, existe uma forte correlação entre intenções de voto do incumbente e a avaliação de seu governo: quando a avaliação positiva diminui as intenções de voto também o fazem e vice-versa.

Assim, se esse contexto de resiliência permanecer, cristalizando o desejo de mudança e impondo níveis baixos de aprovação ao governo, as intenções de voto da presidente vão gravitar no entorno desses patamares pequenos, abrindo espaço para a ocorrência cada vez mais provável do segundo turno, ocasião em que as chances da oposição são maiores.

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Maurício Costa Romão, Ph.D. em economia, é consultor da Contexto Estratégias Política e Institucional, e do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau. mauricio-romao@uol.com.br,http://mauricioromao.blog.br.

Brasil expande produção de vinho, mas mapeamento ainda é deficiente

O mapa da produção brasileira de vinhos finos (elaborados a partir de uvas viníferas de origem europeia) se expande atualmente para muito além das fronteiras da Serra Gaúcha, seu terroir mais tradicional e conhecido, e de onde ainda sai mais de 90% do vinho fino nacional consumido no país. No entanto, uma consulta aos dados da produção brasileira de uvas e vinhos do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) revela um perfil bem menos abrangente – limitado basicamente ao Estado do Rio Grande do Sul, sede do órgão que coordena as ações do setor no país. Por que isso? Antes, uma breve panorâmica do que se faz hoje no país em matéria de vitivinicultura.

Atualmente, no Rio Grande do Sul mesmo, novos polos vitivinícolas  conquistam espaço com vinhos premiados em concursos nacionais e internacionais, como a Campanha, no extremo Sul do Estado, fronteira do Brasil com o Uruguai e a Argentina, a Serra do Sudeste, o Alto Uruguai e os Campos de Cima da Serra, ao Norte, na divisa com Santa Catarina.

Embora dentro do mesmo Estado, são terroirs completamente diferentes em topografia, solos e microclimas, e seus vinhos já apresentam características distintas, mesmo quando elaborados com as mesmas variedades de uvas. É para essas essas novas regiões, com verões mais secos e terras mais planas (adequadas à mecanização) e baratas, aliás, que muitas cantinas da Serra, como Miolo, Salton, Valduga ou Lídio Carraro estão expandindo seus vinhedos.

A verdade é que produção de vinhos finos, no Brasil, há muito deixou de ser monopólio do Rio Grande do Sul. Produtores de outros Estados vem investindo em vitivinicultura com sucesso. Para isso, buscam variedades mais adaptáveis às condições de solo e clima de cada região, e desenvolvem técnicas de manejo adequadas à produção de uvas viníferas (próprias para a elaboração de vinhos) de alta qualidade em suas terras. Dois exemplos: a irrigação de vinhedos da casta Shiraz (ou Syrah, como é chamada na França, sua terra natal), no Médio Vale do São Francisco (divisa da Bahia com Pernambuco), e a poda invertida (desbaste das videiras no verão e colheita no inverno) no Sul de Minas Gerais.

O Planalto Serrano Catarinense, a mais de 1.300 metros de altitude em relação ao nível médio do mar e com invernos gelados, é hoje um importante pólo vitivinícola especializado na produção dos chamados vinhos de altitude. Em torno de municípios como São Joaquim, Água Doce e Videira, empresários de importantes segmentos da economia catarinense, como a indústria têxtil, a construção civil ou a indústria de plásticos para embalagens, investem pesado em vinhedos e vinícolas modernos, e seus vinhos elegantes e criativos já começam a chamar a atenção de críticos nacionais e estrangeiros.

Destacam-se, nesta região, os vinhos das casas Villa Francioni, Krantz,  Villaggio Grando, Pericó e Santa Augusta . A Pericó lançou há alguns anos o primeiro icewine (vinho elaborado com uvas sobremaduras congeladas) e a Santa o primeiro vinho biodinâmico brasileiro (elaborado sem o uso de agroquímicos e em harmonia com as fases da Lua e com os ciclos natureza, conforme a filosofia do pensador alemão Rudolf Steiner), o IMorTali – ambos criações do enólogo e engenheiro agrônomo gaúcho Jefferson Sancineto Nunes.

Mais acima no mapa do Brasil, no Estado do Paraná, há outro polo vitivinícola emergente, localizado no município de Toledo, onde a vinícola Dezem, com seus 11,5 hectares de vinhedos, elabora cerca de 40 mil litros de vinhos finos por ano.

No Estado de São Paulo, em torno de São Roque, onde havia tradicionalmente produção de vinhos coloniais, elaborados com uvas americanas (Niágara, Isabel, etc), a Vinícola Góes produz atualmente vinhos finos com a uva Cabernet Sauvignon. Em Espírito Santo do Pinhal, tradicional polo cafeeiro, outra vinícola, a Guaspari, prepara o lançamento de vinhos elaborados a partir das castas Syrah e Sauvignon Blanc.

A dobradinha vinho-café ganha força também no Sul de Minas Gerais. Descontentes com os preços do grão, e orientados por técnicos da Epamig, a empresa estadual de pesquisa agropecuária, cafeicultores de Diamantina, Caldas, Varginha, Três Corações e Três Pontas investem com entusiasmo na vitivinicultura. O pesquisador da Epamig Murilo Albuquerque Regina é um entusiasta da vitivinicultura regional. Ele mesmo produziu um dos primeiros vinhos finos locais, o Primeira Estrada, um tinto elegante e de bom corpo elaborado com a uva Syrah, casta que tem apresentado os melhores resultados na região, ao lado da também francesa Sauvignon Blanc.

A tradicional fazenda cafeeira Capetinga, de Três Pontas (MG),  também já tem o seu Syrah, que recebeu o nome de Maria, Maria – homenagem ao cantor e compositor Milton Nascimento, filho ilustre do município. Como chove muito no verão e faz bastante calor no inverno, os produtores locais inverteram o manejo da videira: podam em março/abril e colhem em agosto/setembro. Os resultados têm sido animadores.

Há, também, produção em pequena escala de vinhos finos em Goiás, no Rio de Janeiro, na Bahia (Chapada Diamantina) e no Maranhão. Mas, fora dos limites do Rio Grande do Sul, nenhuma outra região brasileira possui uma vitivinicultura tão antiga e consistente, em termos de área cultivada e volume de produção, como o ensolarado Médio Vale do São Francisco.

Por lá, desde o início da década de 1980 municípios como Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, ou Petrolina e Lagoa Grande, em Pernambuco, grandes projetos vitivinícolas nacionais e estrangeiros, como o da Fazenda Ouro Verde (controlado pelo gaúcho Miolo Wine Group) e o da Dão Sul  (grupo português) elaboram vinhos finos de qualidade. Os destaques são as uvas Syrah e Moscato – cultivadas com irrigação, o que permite até 2,5 safras por ano. A região – tradicional produtora de uvas de mesa, manga e outras frutas para exportação -  já abriga mais de 800 hectares de vinhedos em plena caatiga nordestina.

Contudo, se o mapa vitivinícola do Brasil é muito mais amplo do que se imagina, por que então os dados de produção de uvas e vinhos no Brasil limitam-se basicamente ao Rio Grande do Sul? Embora esses números ainda sejam significativos, dado que o Estado gaúcho detém mais de 90% da produção de vinhos finos do país, é fato incontestável que as estatísticas atuais não refletem a realidade da moderna vitivinicultura brasileira.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), que centraliza os números do setor, culpa o governo pela falta de dados. “O Brasil só não tem dados nacionais de sua vitivinicultura porque o Ministério da Agricultura não faz a sua parte”, diz o diretor-executivo Carlos Paviani. Ele esclarece que é o obrigação do Ministério da Agricultura levantar esses dados, mas, segundo ele, isso não tem sido feito.

O dirigente acrescenta que o Ibravin, em conjunto com a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, a Embrapa e a Superintendência do Ministério da Agricultura no RS, já elabora, sistematicamente, o Cadastro Vitícola, com o levantamento da produção de uvas e vinhos do RS, e o Vinícola, com a produção de uvas e vinhos do Estado gaúcho e de vinhos de Santa Catarina. O softwere desse levantamento já foi disponibilizado para o Ministério da Agricultura “há cinco ou seis ministros antes do atual”, diz Paviani, mas não houve interesse por ele.

Para resolver o problema da carência de números mais abrangentes, foi assinada, em junho, uma portaria que cria o comitê de implantação do Mordervitis (Programa de Modernização da Vitivinicultura). Esse programa prevê que o Ministério da Agricultura coordene o levantamento de dados em nível nacional – como já faz com outras culturas. A produção de uvas e vinhos – que é regulada pelo Ministério da Agricultura – passaria a contar, assim, com dados de todos os Estados, e teríamos então um retrato de corpo inteiro da pujante vitivinicultura brasileira.

Fonte: Globo Rural

Artes plásticas: Séries Igrejas e Engenhos de Pernambuco

tela chaO jornalista Tomaz de Aquino que também se arrisca nas artes plásticas apresenta aos leitores do Rota232 a conclusão da obra: Matriz de São José – cidade de Chã Grande – para exposição no Centro Cultural do município. Técnica – Oléo sobre tela; Tamanho: 1,0 m x 1,0m.

E hoje pela manhã iniciou mais uma tela da série Engenhos de Pernambuco – no período colonial.

Liberdade: uma reflexão de Ivone Boechat

A liberdade não é um pássaro voando no azul do infinito, sem destino, sem consciência: ser livre é ser infinito em cada destino, é saber porque e para que voar naquela direção.

 

A liberdade propõe autonomia e habilita a sair das cavernas para abrir os olhos e ver as próprias oportunidades. A pessoa livre não depende, compartilha, não estende a mão para receber, sem trabalhar, porque é um ser inteligente capaz de superar, avançar, aprender, produzir. A liberdade é a mãe da igualdade: ela não sustenta a pobreza, ela socorre na fome emergencial, mas ensina seus filhos a pescar.

 

A liberdade mobiliza, não paralisa. Ela inclui. Jamais exclui alguém pela raça, pela camada social, pela etnia, pela fé que professa, pelo pensamento político/ideológico. A liberdade põe de pé, dá energia para concorrer e vencer, chegar junto, sem deixar pessoas clamando na beira do caminho eternamente.

 

A liberdade não censura, não se desculpa, não discrimina, ela ensina o discurso e a postura dos iguais perante a lei e canta junto o hino cívico, sem interferência de apartheid. A liberdade é o espelho onde se mira a responsabilidade.

 

A liberdade é atributo do ser humano. Ela não aceita máscara, mentira, submissão, nem tem medo da verdade, porque só a verdade liberta.

 

Ser livre é não estar comprometido com nenhum tipo de constrangimento e nem estar carimbado por siglas que reduzem a velocidade no caminho da paz. Para ser livre há sacrifícios e não guerra!

 

Ser livre não é impor conceitos, filosofia, ideologia, religião, política. Ser livre é ter sabedoria para viver a verdade sem atropelar o tempo e o espaço, no limite do outro. Quem impõe não sabe o que é liberdade. Quem apoia a servidão, a escravidão, o sequestro de ideias ou se regozija com a prática de manter pessoas reféns de qualquer projeto político, tem discurso provisório e frágil de liberdade. Finge-se libertador.

 

“…Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que  não entenda…” Cecília Meirelles.

 

Ivone Boechat é colaboradora do Rota  232

 

para mais, acesse: http://www.gramadosite.com.br/cultura/artigos/gramadosite/id:287521

 

Literatura: “Espiral” ganha 3ª edição e autor uberlandense quer levar obra a jovens

Do disquete de computador ao pen drive, do telegrama às mensagens de celular, muita coisa mudou nos últimos 20 anos, quando se avalia o uso da tecnologia disponível e, ainda, as relações interpessoais. No livro “Espiral” (Scortecci, 88 páginas, R$ 27,50), o administrador, educador e escritor Aluísio Alves quis demonstrar, por meio de poemas, como as transformações ocorridas nas últimas décadas modificaram o nosso dia a dia.

Transformações sociais são temas de Aluísio Alves (Foto: Cleiton Borges)

Com trabalhos publicados nas áreas de educação e formação de líderes, “Espiral” marcou, há 17 anos, a estreia de Alves na ficção literária.“Espiral” ganha, em 2014, a 3ª edição. A primeira foi publicada em 1997 e a segunda saiu em 2000. “Em meus poemas, falo de temas sociais ligados ao cotidiano. Além disso, tenho a intenção de cultivar a poesia e o hábito de leitura entre os jovens de hoje”, afirma Alves.

Com 50 anos, o escritor diz ser um admirador das obras dos poetas brasileiros Cecília Meireles (1901-1964) e Mário Quintana (1906-1994). “Admiro a sensibilidade dos poemas de Cecília Meireles e a acidez crítica dos textos de Mário Quintana. Desde a adolescência, busco, nesses influentes poetas, a inspiração para meus textos. ‘Espiral’ dá liberdade ao leitor e as poesias não precisam ter uma leitura metódica e linear”, diz o autor uberlandense.

Fonte: Correio de Uberlândia

Luis Alves é colunista da Rota 232 e publica toda semana textos sobre diversos assuntos.

Domingo é dia de poesia: Rio Ipojuca de tantas saudades

rio ipojuca

Vista do Rio Ipojuca na cidade de Gravatá

O Rio Ipojuca é o rio mais importante do Agreste Central de Pernambuco com mais de 250 Km de extensão e se derramando por mais de 27, desde a Serra do Pau D´Arco onde nasce na cidade de Arcoverde, Até a cidade onde deságua e  que lhe dá o nome, Ipojuca, no litoral Sul do estado.

Muitas pessoas que nasceram no seu leito já fizeram poesias, histórias, poemas, contos, tendo como tema central este maravilhoso corredor de água que a cada dia vem sendo assassinado lentamente pela poluição, pelo assoreamento de suas margens e pela fala de políticas públicas.

Situação esta que provoca muitas lembranças em todos nós que já o vímos com vida plena, que já pescamos e tomamos banho nas suas águas. Foi isso que aconteceu como nosso amigo Luiz Bezerra que norando em São Paulo há muito tempo, não esquece o seu rio amado.

Para homenageá-lo fez um poema evocando as suas peripécias de criança nas águas do Ipojuca.

 

RIO IPOJUCA

 

 

Meu rio Ipojuca

Em tuas margens vaguei

Brinquei em tuas águas lúcidas

Em tuas barragens pesquei

Amei-te e te amo com ternura.

 

Águas claras no passado

Antes da chegada do progresso

Eras minha praia amada

Meu manto azulado meu véu

Nos dias ensolarados e imensuráveis.

 

Nas chuvas mostrava tua coragem

Tua grandeza beijando as águas

Turvas banhava tuas tórridas margens

Deixando as sementes para germinar

Logo que a tempestade passasse.

 

Meu rio que com força ainda resiste

Aos componentes químicos e mortais

Que aos poucos consume teu brio

Que mata teus peixes envenenados

Pela loucura do crescimento da vida.

 

Rio meu, meu rio, ente infinito

Ipojuca agora e sempre na vida

Banhando minha cidade Bezerros

Impoluto serás sempre meu rio

Nas noites de extrema beleza.

 

Luiz Gonzaga Bezerra

Filho desse terra amada e querida.
lgbezerra@prefeitura.sp.gov.br